Estilo de vida

Dirofilariose em cães pode causar tosse e cansaço, mas também não dar sinais

Transmitida por mosquitos, a doença pode atingir os pulmões e o coração; veterinárias explicam como identificar e prevenir a infecção.

A dirofilariose, conhecida como doença do verme do coração, é transmitida a cães pela picada de mosquitos infectados. Uma reportagem publicada em 26 de setembro reuniu casos de animais atendidos após apresentarem tosse e cansaço — ou sem qualquer sintoma — em Jundiaí (SP) e Brasília.

O parasita pode chegar às artérias pulmonares e ao coração, comprometendo o sistema cardiopulmonar. Veterinárias ouvidas pelo Correio Braziliense afirmam que a prevenção deve considerar também os lugares para onde o cão viaja, especialmente regiões litorâneas.

Sinais podem demorar a aparecer

Chloe, uma border collie que viajava com a família ao litoral, passou a tossir, cansar rapidamente e evitar brincadeiras. Sua tutora, Caroline Martí, procurou atendimento; exames de sangue e um ecocardiograma levaram ao diagnóstico, confirmado depois por um novo teste em Jundiaí.

A ausência de sintomas, porém, não descarta a infecção. Duna foi diagnosticada durante um check-up, sem apresentar sinais, segundo sua tutora, Rafaella Pinheiro Cesario. A veterinária Mariah Rocha explica que, à medida que a doença avança, podem surgir tosse, cansaço, intolerância ao exercício e dificuldade para respirar.

Tratamento exige acompanhamento

O diagnóstico pode envolver exames de sangue e ecocardiograma. Durante o tratamento, o cão precisa evitar corridas e atividades intensas pelo risco de complicações; nos casos com muitos parasitas, pode ser necessária uma cirurgia, segundo a cardiologista veterinária Camilla Beccon.

InfográficoO tratamento de Chloe

Prazos e medicamentos relatados pela tutora da cadela.

30 dias
uso de antibióticosNa retomada do tratamento de Chloe
  • Cerca de dois mesesIntervalo até a retomadaApós a interrupção do primeiro tratamento
  • doisAntibióticos por diaNa retomada do protocolo
  • 30 diasDuração do protocoloSeguidos de acompanhamento
Fonte: Correio BrazilienseSbotologia

No caso de Chloe, a primeira tentativa de tratamento foi interrompida após a cadela passar mal com o antibiótico. Cerca de dois meses depois, a família retomou o protocolo, que incluiu dois antibióticos por dia durante 30 dias, e manteve o acompanhamento. Um novo ecocardiograma confirmou o fim da infecção.

Prevenção depende da avaliação veterinária

De acordo com Mariah Rocha, a prevenção pode incluir coleiras repelentes e medicamentos específicos, por via oral ou injetável. A escolha do protocolo deve ser individualizada e acompanhada por um médico veterinário.

Chloe passou a receber uma medicação injetável de duração anual indicada pelo veterinário. Camilla esclarece que, embora às vezes seja chamada de vacina, essa medicação não é uma vacina. Diante de tosse persistente, cansaço fora do habitual ou dificuldade para se exercitar, a orientação da especialista é procurar avaliação veterinária.

Com informações de correiobraziliense.com.br.

Foto de capa: Maddelin Angebrand/Wikimedia Commons (Public domain)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.