Geledés lança guia sobre acesso a políticas de cuidado
Publicação reúne orientações para quem cuida de familiares e para profissionais remunerados.
O Geledés – Instituto da Mulher Negra lançou na sexta-feira (25 de setembro) um guia sobre o acesso a políticas públicas de cuidado no Brasil. A publicação foi feita para orientar pessoas que exercem esse trabalho, com ou sem remuneração, e aquelas que dependem de cuidados.
O material explica quais documentos podem ser necessários e apresenta caminhos para acessar serviços e políticas públicas. Segundo o instituto, o objetivo é tornar mais claras as informações para grupos cujo trabalho de cuidado tem sido pouco reconhecido e amparado.
Quem está no guia
A publicação organiza as políticas conforme o público atendido. Há seções dedicadas a:
- Crianças e adolescentes;
- Pessoas idosas;
- Pessoas com deficiência;
- Trabalhadoras e trabalhadores do cuidado, remunerados ou não.
O guia também reserva espaço para grupos em situação de vulnerabilidade. Entre eles estão:
- Mães-solo e mulheres chefes de família;
- Famílias em extrema pobreza;
- Pessoas em privação de liberdade e seus familiares;
- Parentes de vítimas de feminicídio, incluindo mães e órfãos;
- Indígenas, quilombolas e imigrantes.
Orientações para acessar serviços
De acordo com o Geledés, o guia apresenta etapas para buscar políticas públicas, dos documentos necessários ao uso de serviços digitais. O material inclui orientações sobre a abertura de conta no portal sougov.br e o acesso ao SUS Digital.
A publicação também reúne informações sobre as políticas destinadas a cada público. As orientações são apresentadas de forma didática, para ajudar o leitor a identificar quais caminhos se aplicam à sua situação.
O trabalho de cuidado
O guia inclui profissionais como domésticas, babás, cuidadores de idosos ou de pessoas acamadas, além de cuidadores e educadores sociais. Também aborda o trabalho não remunerado feito por mães, filhas, avós e lideranças comunitárias no apoio a familiares e vizinhos.
Segundo dado da ONU Mulheres citado na publicação, as mulheres brasileiras dedicam quase dez horas a mais por semana ao trabalho de cuidado do que os homens. O Geledés afirma que essa atividade, apesar de sustentar a rotina de outras pessoas, costuma ser invisibilizada e desvalorizada.
Com informações de opovo.com.br.
Foto de capa: Gustavo Basso/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
