Brasil apresenta modelo de saúde indígena a representantes do México
Ministério da Saúde levou à Cidade do México a experiência do subsistema que atende povos indígenas no SUS.
O Ministério da Saúde apresentou, na Cidade do México, o modelo brasileiro de atenção à saúde indígena a representantes do governo mexicano. A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, conduziu a exposição sobre a organização do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, o SasiSUS.
Segundo o ministério, a agenda tratou da experiência brasileira de gestão e abriu espaço para troca de conhecimentos entre os dois países. O encontro ocorreu na semana em que a política brasileira voltada aos povos indígenas completou 27 anos.
Estrutura do atendimento indígena
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS faz parte do Sistema Único de Saúde e atende mais de 821 mil indígenas nas cinco regiões brasileiras, de acordo com o Ministério da Saúde. A rede é organizada em 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena, distribuídos pelo país.
Nas aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena são a porta de entrada para a atenção primária. Os polos-base organizam os fluxos de atendimento e dão suporte administrativo e assistencial às equipes que atuam nos territórios.
Quando há necessidade de serviços especializados ou de média e alta complexidade, o encaminhamento é feito para unidades do SUS. Durante o atendimento em centros urbanos, pacientes indígenas e acompanhantes podem ficar nas Casas de Apoio à Saúde Indígena até a volta à aldeia de origem.
Troca com o governo mexicano
A conversa entre as delegações abordou práticas tradicionais de cuidado, a presença de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. Para o ministério, o intercâmbio pode ampliar as possibilidades de cooperação técnica entre Brasil e México.
Lucinha Tremembé afirmou que o modelo brasileiro busca assegurar a participação dos povos indígenas nas decisões sobre saúde e respeitar suas particularidades culturais. O subsistema reúne práticas da medicina contemporânea e saberes tradicionais, segundo a pasta.
Rede e equipes que atuam nos territórios
A estrutura do SasiSUS tem 1.211 Unidades Básicas de Saúde Indígena, 388 polos-base e 70 Casas de Apoio à Saúde Indígena. Os atendimentos são feitos por equipes com médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.
Dados da estrutura do SasiSUS no Brasil.
- Mais de 821 milIndígenas atendidosnas cinco regiões
- 34Distritos especiaisem todo o país
- 1.211Unidades básicasnas aldeias
- 388Polos-baseapoio às equipes
- 70Casas de apoiopara pacientes e acompanhantes
Também trabalham no sistema Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento. Conforme o Ministério da Saúde, eles ajudam a fazer a ligação linguística e cultural entre as comunidades e os demais profissionais da rede.
Com informações de gov.br.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
