Estilo de vida

Camarão-pistola cria bolha na água para atordoar pequenas presas

O estalo vem do colapso da bolha, e não do choque entre as partes da pinça.

O camarão-pistola consegue atordoar pequenas presas debaixo d’água sem precisar agarrá-las. Segundo reportagem publicada pelo Terra em 26 de setembro de 2026, ele fecha uma pinça especializada com rapidez e lança um jato de água que forma uma bolha.

O estalo intenso e a onda de pressão surgem quando essa bolha colapsa. Camarões da família Alpheidae usam o mecanismo na caça e também em interações defensivas.

De onde vem o estalo

A pinça tem uma estrutura semelhante a um êmbolo, que entra em uma cavidade quando a garra se fecha. Esse movimento expulsa água por uma abertura estreita. A velocidade do jato reduz a pressão em uma pequena região, onde parte da água passa temporariamente à forma de vapor e cria a bolha — processo chamado cavitação.

InfográficoO mecanismo em três números

Valores relatados em estudos citados pelo Terra; as medições variam conforme o caso.

25 m/s
Velocidade do jatoEstimativa de estudos experimentais
  • 25 m/sVelocidade do jatoEstimativa de estudos experimentais
  • 5.000 KTemperatura na bolhaEstimativa mínima aproximada, por pouco tempo
  • 200 dBSom na fontePode se aproximar ou ultrapassar esse nível
Fonte: TerraSbotologia

A bolha acompanha o jato por uma curta distância e começa a se contrair ao chegar a uma região de pressão maior. Filmagens de alta velocidade e medições com hidrofones indicam que o principal pulso sonoro ocorre no colapso da bolha, não no encontro das partes da garra.

Como o mecanismo atinge a presa

O jato e a onda de pressão alcançam pequenos organismos à frente da pinça, podendo atordoá-los e facilitar a captura. Por isso, o camarão não precisa esmagar a presa com a garra: parte do ataque acontece pela água, a curta distância.

Pesquisadores também observaram um breve clarão no instante em que a bolha colapsa. As estimativas citadas pelo Terra apontam temperatura de pelo menos cerca de 5.000 K dentro dela por um intervalo muito curto. Isso não significa que a água ao redor da presa atinja essa temperatura.

Por que os decibéis não são comparáveis

Trabalhos sobre camarões de estalo relatam níveis sonoros subaquáticos que podem se aproximar ou ultrapassar 200 dB na fonte. O número não pode ser comparado diretamente ao de um som medido no ar, como o de um disparo: as duas medições usam pressões de referência diferentes.

Com informações de terra.com.br.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.