Galerias de cerca de 300 metros revelam mineração pré-histórica na Áustria
Estruturas estudadas em Hallstatt mostram como trabalhadores seguiam os veios de sal no subsolo.
Arqueólogos identificaram um conjunto de câmaras e galerias com cerca de 300 metros de extensão em uma antiga mina de sal em Hallstatt, na Alta Áustria. As estruturas mostram como trabalhadores da pré-história abriam espaços subterrâneos para acompanhar os depósitos de sal, segundo reportagem publicada pelo Terra em 25 de setembro de 2026.
A região tem vestígios de extração de sal de aproximadamente 7.300 anos, mas essa idade não corresponde à do conjunto de galerias estudado. De acordo com a reportagem, as grandes estruturas estão ligadas sobretudo a fases posteriores da mineração, especialmente à Idade do Ferro.
Como eram as galerias
Durante o período Hallstatt, os mineiros passaram a seguir horizontalmente os veios de sal, em vez de depender apenas de poços verticais. Uma das áreas estudadas tem pelo menos 170 metros de comprimento, largura entre 5 e 27 metros e altura que pode chegar a 20 metros. As dimensões indicam uma exploração planejada, com corredores e câmaras abertos conforme a posição dos depósitos.
Medidas das galerias e marcos da exploração na região
- 300 metrosConjunto identificadoExtensão aproximada
- 170 metrosÁrea estudadaComprimento mínimo
- 7.300 anosPrimeiros vestígiosEvidências de extração na região
- 1.200 a.C.Produção em escalaMarco aproximado citado na reportagem
Segundo o Terra, a produção já havia alcançado grande escala por volta de 1.200 a.C. Ferramentas do Neolítico encontradas na região apontam para uma história de extração bem mais antiga, anterior às grandes galerias associadas à Idade do Ferro.
O que a mina preservou
O sal dificulta a ação de microrganismos que decompõem materiais orgânicos. Essa condição permitiu a preservação de vestígios que ajudam pesquisadores a estudar as técnicas de mineração e a rotina de quem trabalhava no subsolo.
O sal também tinha valor na conservação de alimentos e no comércio. Objetos encontrados no cemitério de Hallstatt, provenientes de regiões distantes, indicam que a comunidade participava de redes comerciais amplas. A mineração passou por interrupções causadas por movimentos de terra, mas, segundo a reportagem, as comunidades locais retomaram a atividade após esses episódios.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: C.Stadler/Bwag/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
