Estilo de vida

IA em celulares busca antecipar tarefas, mas amplia debate sobre segurança

Empresas apresentam recursos que usam dados de rotina para organizar compromissos, mensagens e conteúdos com aprovação do usuário.

Empresas de tecnologia apresentaram, no Snapdragon Summit, nos Estados Unidos, novas ferramentas de inteligência artificial para celulares e notebooks capazes de usar informações da rotina do usuário para antecipar tarefas. As propostas incluem organizar agendas, preparar e-mails, sugerir publicações e conectar dados de aparelhos como telefone, computador, fones e óculos inteligentes.

A ampliação desse tipo de assistência depende do acesso a informações pessoais, o que coloca privacidade e segurança no centro da discussão. Segundo Cristiano Amon, presidente global da Qualcomm, os agentes de IA precisam agir em nome do usuário de forma intuitiva, rápida, segura e privada.

IA conectada à rotina do usuário

A Liquid AI anunciou a adaptação de sua tecnologia Liquid Context para celulares Android com processadores da Qualcomm. A proposta é criar uma memória local no aparelho para ajudar a IA a reconhecer preferências e prioridades sem que cada atualização dependa necessariamente do processamento na nuvem.

Em um exemplo apresentado pela empresa, uma mensagem sobre um filho doente poderia levar o agente a consultar a agenda, identificar compromissos que podem ser alterados e preparar e-mails para remarcar reuniões. O material ficaria aguardando a aprovação do usuário antes do envio.

A empresa também citou o caso de alguém que costuma publicar no LinkedIn após conferências e reuniões. Com autorização para acessar determinadas fotos, a IA poderia separar imagens relevantes e elaborar uma publicação de acordo com o estilo de escrita da pessoa, deixando o conteúdo pronto para revisão.

Processamento local e memória contínua

A Memories.ai apresentou a Luci, ferramenta que pretende reunir registros da vida digital do usuário em uma memória contínua. Fotos feitas por óculos, anotações no celular e documentos abertos no computador poderiam ser recuperados depois em diferentes dispositivos.

De acordo com Shawn Shen, fundador da companhia, o sistema transforma imagens e sons em descrições estruturadas no momento da captura e organiza esse conteúdo em uma memória pesquisável no próprio aparelho. A nuvem seria usada para conectar o contexto entre dispositivos quando necessário, e não para armazenar ou processar o conteúdo pessoal.

O Google também informou que trabalha para levar o Gemini Intelligence a produtos como smartphones e notebooks. Rick Osterloh, vice-presidente sênior de Plataformas e Dispositivos da empresa, descreveu a estratégia como a inclusão de uma camada de inteligência nos sistemas operacionais tradicionais.

O que muda para o usuário

As demonstrações indicam que os celulares poderão executar ações encadeadas a partir de comandos simples de voz. Para isso, os agentes podem precisar operar com vários aplicativos, serviços em nuvem e modelos de IA nos bastidores.

Segundo as empresas, a promessa é reduzir etapas para organizar atividades cotidianas, mantendo o usuário como responsável pela autorização de acessos e pela revisão de ações como o envio de mensagens e a publicação de conteúdos.

Com informações de oglobo.globo.com.

Foto de capa: Coolcaesar at en.wikipedia/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.