Ministério da Saúde cria rede para aproximar biobancos e pesquisas do SUS
Adesão será voluntária para instituições que armazenam amostras biológicas humanas destinadas a estudos científicos.
O Ministério da Saúde criou uma rede nacional para aproximar biobancos e ampliar a cooperação em pesquisas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi formalizada por portaria e noticiada em 26 de setembro de 2026. A proposta é facilitar estudos que possam contribuir para o desenvolvimento de diagnósticos e tratamentos.
A Rede Brasileira de Biobancos do Ministério da Saúde reunirá instituições públicas e privadas de diferentes regiões do país. Segundo a pasta, a adesão será voluntária: a criação da rede não significa que todos os biobancos elegíveis já passaram a integrá-la.
Quem pode aderir
A rede estará aberta aos 108 biobancos regularmente constituídos e aprovados pelo Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep), de acordo com o Ministério da Saúde. Essas estruturas guardam materiais biológicos humanos, como sangue e tecidos, e administram os dados ligados às amostras para uso em estudos científicos.
As instituições que aderirem manterão sua autonomia administrativa. A coordenação ficará com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, responsável também por oferecer suporte técnico ao funcionamento da rede.
Como será a colaboração
O Ministério da Saúde prevê ações de formação de profissionais e troca de experiências entre as instituições. A rede também deverá produzir orientações técnicas e incentivar parcerias para pesquisas realizadas por equipes de diferentes centros.
Um comitê gestor de caráter consultivo e propositivo participará da organização da iniciativa. O grupo terá representantes da secretaria responsável pela coordenação, das instituições participantes, da comunidade científica e da sociedade civil.
Regras para o uso das amostras
A possibilidade de compartilhar estruturas e informações busca ampliar o aproveitamento das amostras em pesquisas sobre saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, materiais armazenados podem servir a estudos feitos em momentos distintos, inclusive a investigações não previstas quando ocorreu a coleta.
Isso não autoriza o uso irrestrito dos materiais. Cada pesquisa deve respeitar os consentimentos aplicáveis e as regras éticas, legais, institucionais e regulatórias para estudos com seres humanos.
Com informações de portaldozacarias.com.br.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
