Pausas curtas e movimento podem ajudar no bem-estar diário, dizem especialistas
A proposta é incorporar ações simples à rotina, sem tratá-las como substitutas de cuidados de saúde.
Sair por alguns minutos, movimentar o corpo e fazer pausas ao longo do dia são hábitos simples que podem contribuir para o bem-estar. Especialistas ouvidos pela revista Marie Claire em reportagem publicada em 26 de setembro defendem essas ações porque exigem pouco tempo e podem ser incorporadas à rotina sem uma mudança radical de estilo de vida.
A proposta é prestar atenção ao próprio estado físico e mental antes de chegar à exaustão. Segundo a enfermeira Cassandra Sonma Ukaoba, repetir pequenas ações pode ajudar a perceber mudanças na energia, no humor e no estresse.
Hábitos que cabem no dia
Yetunde Bankole, diretora de saúde mental e bem-estar da Vitality, cita exemplos de gestos que não dependem de muito dinheiro ou planejamento. Entre as possibilidades mencionadas pelos especialistas estão:
- Sair de casa por alguns minutos;
- Beber um copo de água;
- Alongar-se entre reuniões;
- Guardar o celular durante as refeições.
A médica Lucy Hooper também menciona ler um livro, acariciar um cachorro e conversar com pessoas próximas. Já uma caminhada curta pode combinar movimento, mudança de ambiente e uma pausa das telas, segundo a acupunturista Madalaine McCarthy.
Repetição, não mudança radical
Para Gemma Bray, autora de The Organised Mum Method, a constância é mais útil para formar um hábito do que depender da motivação de um dia específico. Bankole afirma que ações fáceis de encaixar no cotidiano podem se tornar parte da rotina quando repetidas.
McCarthy diz que essas pausas também podem servir para observar como a pessoa está se sentindo e identificar o que precisa naquele momento. Isso não exige transformar cada intervalo em uma tarefa: a ideia apresentada pelos especialistas é reservar pequenos momentos de atenção ao longo do dia.
Onde estão os limites
Esses hábitos são complementares. A reportagem ressalta que eles não substituem atendimento médico, sono adequado, alimentação equilibrada nem apoio profissional quando necessário. Também não há uma única atividade indicada para todos: os exemplos apresentados incluem movimento, descanso das telas e contato com outras pessoas.
Com informações de revistamarieclaire.globo.com.
