Retenção de macas em hospitais deixa ambulâncias do Samu paradas em Manaus
Entre janeiro e 21 de setembro, foram registradas 2.124 retenções; três hospitais estaduais concentram a maior parte dos casos.
Ambulâncias do Samu ficaram paradas por 3.431 horas em Manaus devido à retenção de macas em hospitais, entre janeiro e 21 de setembro. Segundo os dados divulgados pelo CM7 Brasil, houve 2.124 retenções no período, e 2.287 atendimentos deixaram de ser realizados.
O problema ocorre depois que as equipes levam pacientes às unidades de saúde. Quando o hospital não libera a maca, a ambulância fica sem o equipamento necessário para voltar às ruas. De acordo com um levantamento anterior da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a maior parte das retenções se concentrou em três hospitais da rede estadual.
Hospitais com mais retenções
O levantamento da Semsa atribuiu 93,5% das retenções ao Hospital 28 de Agosto, ao João Lúcio e ao Platão Araújo. A distribuição informada para cada unidade foi:
| Hospital | Parcela das retenções |
|---|---|
| 28 de Agosto | 41,8% |
| João Lúcio | 39,1% |
| Platão Araújo | 12,6% |
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) identifica os três hospitais como integrantes da rede estadual. Embora o Samu seja um serviço municipal, as retenções apontadas no levantamento ocorrem após a chegada dos pacientes a essas unidades.
O que encontrou a Defensoria
Em uma inspeção no Hospital 28 de Agosto, a Defensoria Pública encontrou quatro macas do Samu retidas. Uma delas estava na unidade havia quase três horas. O gerente técnico do serviço explicou ao órgão que a ambulância não consegue retomar a operação enquanto o hospital não devolve o equipamento.
Dados divulgados para o período entre janeiro e 21 de setembro
- 2.124RetençõesEntre janeiro e 21 de setembro
- 3.431 horasAmbulâncias paradas
- 2.287Atendimentos não realizados
A Defensoria avaliou que as medidas apresentadas até então não haviam resolvido o problema e apontou falta de planejamento. Segundo a apuração divulgada pelo CM7 Brasil, o órgão encaminhou questionamentos à SES-AM, mas a secretaria ainda não havia respondido aos ofícios mencionados na reportagem.
Com informações de cm7brasil.com.
