Tivit separa R$ 1 bilhão para comprar empresas de tecnologia na América Latina
Companhia mira negócios de software e hardware proprietários e já mantém 15 oportunidades em análise aprofundada.
A Tivit informou em 24 de setembro que reservou R$ 1 bilhão de recursos próprios para adquirir empresas de tecnologia na América Latina. A estratégia prioriza desenvolvedoras de software e hardware proprietários, com faturamento anual entre R$ 20 milhões e R$ 200 milhões como referência de maturidade.
O plano foi anunciado pouco mais de um ano após a compra da Tivit pelo Grupo Almaviva, em junho de 2025. Segundo Mitri Britto, diretor de estratégia, M&A e marketing da companhia, o período inicial após a operação foi dedicado à integração, e agora a empresa abre frentes de aceleração e crescimento.
Alvos em seis setores
A Tivit busca empresas que atendam os segmentos de governo, com foco em segurança pública e defesa, mercado financeiro, transportes, manufatura, saúde e utilities. A companhia também procura negócios capazes de servir diferentes indústrias nas áreas de inteligência artificial e segurança cibernética.
De acordo com Britto, a seleção parte das lacunas tecnológicas identificadas em cada setor. Quando não há uma solução de software ou hardware disponível em escala para determinada necessidade, a empresa procura companhias que já tenham desenvolvido produtos semelhantes.
Mapeamento já resultou em 15 oportunidades
Antes do anúncio, a Tivit mapeou 620 empresas e fez abordagens a 308 delas. As conversas avançaram com 75 companhias, até a formação de uma lista piloto de 15 oportunidades que estão em análise mais detalhada.
Mapeamento inicial que levou a oportunidades em aprofundamento.
- 620Empresas mapeadas
- 308Abordagens realizadas
- 75Conversas avançadas
- 15Oportunidades em análise
- R$ 1 bilhãoRecursos reservadosCaixa próprio da Tivit
A empresa afirmou que novas companhias ainda poderão ser avaliadas. A faixa de faturamento indicada não funciona como limite rígido, segundo o executivo, e a estrutura de cada aquisição será definida individualmente.
Recursos virão do caixa da companhia
O valor destinado às compras sairá do caixa da própria Tivit, sem aporte da controladora italiana, informou Britto. A companhia pretende manter os fundadores das empresas adquiridas em seu ecossistema e não definiu um prazo para usar todo o montante reservado.
Nos últimos dois anos, o Grupo Almaviva destinou mais de R$ 6 bilhões a operações de fusões e aquisições, com cerca de metade dirigida à América Latina, incluindo a compra da Tivit. Além das aquisições locais, a estratégia prevê adaptar para o mercado brasileiro soluções desenvolvidas pela controladora, inclusive na área de inteligência artificial.
Próximos passos
A Tivit seguirá avaliando empresas para ampliar sua atuação em soluções tecnológicas especializadas. Segundo a companhia, a marca e a carteira de clientes dos possíveis alvos são consideradas sinais de que os produtos já foram validados pelo mercado, mas não são o motivo central das compras.
Com informações de infomoney.com.br.
