Câmara de Feira de Santana aprova projeto de proteção auditiva para autistas em shoppings
Texto prevê protetores auriculares para clientes com TEA; vereador também pediu reforço no atendimento de saúde mental.
A Câmara Municipal de Feira de Santana, na Bahia, aprovou um projeto de lei que prevê a oferta de protetores auriculares a clientes com transtorno do espectro autista (TEA) nos shoppings da cidade. Chamado de Programa Acolhimento Silencioso, o texto busca reduzir o desconforto causado por ruídos nesses espaços.
A proposta é da vereadora Lu de Ronny (PV). Na mesma semana, o vereador Luiz da Feira (PSB) pediu aos governos municipal e estadual mais profissionais especializados em saúde mental para ampliar o atendimento nas redes públicas.
Como funcionaria o acolhimento
Pelo projeto aprovado, cada shopping deverá manter no mínimo cinco abafadores de ruído ou protetores auriculares do tipo concha. Clientes com TEA poderão solicitar o equipamento à administração do estabelecimento ou ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), mediante apresentação do cartão de identificação.
Segundo a justificativa de Lu de Ronny, a medida pretende facilitar a permanência de pessoas autistas e suas famílias em espaços comerciais. A vereadora aponta que a movimentação e os estímulos sonoros desses locais podem dificultar a visita de quem tem sensibilidade auditiva. A aplicação do programa ainda depende de providências administrativas; o projeto prevê que o Executivo municipal poderá regulamentar a medida por decreto.
Pedido por profissionais de saúde mental
Na sessão de 23 de setembro de 2026, Luiz da Feira solicitou a ampliação das equipes de psicólogos, psiquiatras e neurologistas nas redes municipal e estadual. Trata-se de um pedido do vereador aos governos, não de uma contratação anunciada.
Dados do projeto aprovado e do pedido feito na Câmara de Feira de Santana.
- cincoProtetores por shoppingMínimo previsto no projeto
- 30 a 40 diasEspera por atendimentoSegundo o vereador Luiz da Feira
- 23/09/2026Sessão da CâmaraData do pedido por profissionais
O parlamentar afirmou que a falta de profissionais dificulta o agendamento de consultas. Segundo ele, há pacientes que esperam entre 30 e 40 dias por atendimento especializado. Luiz da Feira defendeu a articulação entre município e estado para ampliar a oferta de consultas e facilitar os encaminhamentos.
Com informações de jornalgrandebahia.com.br.
Foto de capa: Andrevruas/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
