Estilo de vida

Sete cuidados com a saúde dos homens após os 50 anos

Especialistas apontam atenção à força muscular, próstata, sexualidade, cognição e acompanhamento médico.

Após os 50 anos, homens podem precisar ampliar o acompanhamento de saúde mesmo sem sintomas ou mudanças marcantes na rotina. Além de pressão arterial, glicemia e colesterol, especialistas ouvidos pelo O Povo citam força muscular, saúde urológica, sexualidade, cognição e fatores de risco para câncer entre os pontos que merecem atenção.

A avaliação deve levar em conta as características de cada pessoa, como histórico familiar, hábitos, sintomas e condições já existentes. O objetivo, segundo os especialistas, é preservar autonomia e capacidade funcional ao longo dos anos, sem tratar o envelhecimento como uma lista de doenças.

Força, mobilidade e acompanhamento

A perda gradual de massa e força muscular pode afetar o equilíbrio, a mobilidade e a realização de tarefas cotidianas. O ortopedista Fernando Jorge afirma que exercícios de força podem ajudar a preservar a capacidade funcional, desde que sejam compatíveis com o condicionamento e as limitações individuais.

Exercícios de força podem contribuir para preservar a capacidade funcional, segundo o ortopedista Fernando Jorge.
Exercícios de força podem contribuir para preservar a capacidade funcional, segundo o ortopedista Fernando Jorge. — Foto: ClemMcGann/Wikimedia Commons (Public domain)

A atividade física, porém, não substitui consultas e exames. O urologista Lucas Takikawa alerta que uma pessoa fisicamente ativa ainda pode ter hipertensão, alterações metabólicas, problemas prostáticos ou outras condições silenciosas.

Sinais urinários e saúde sexual

A saúde da próstata deve ser discutida com o médico de forma individualizada, considerando idade, histórico familiar, fatores de risco e sintomas, informou Takikawa. Dificuldades urinárias não devem ser atribuídas automaticamente à idade.

Entre os sinais que merecem avaliação estão:

  • jato urinário mais fraco;
  • urgência para urinar;
  • necessidade de levantar várias vezes à noite;
  • sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Alterações persistentes na ereção também precisam ser investigadas. Segundo o urologista, hipertensão, diabetes, colesterol elevado e aterosclerose podem comprometer os vasos sanguíneos e afetar a função erétil.

Cérebro, riscos e queda de cabelo

A gerontóloga e pesquisadora da USP Thais Bento Lima da Silva cita leitura, aprendizado de novas habilidades, uso de tecnologias, relações sociais, atividades culturais e tarefas de raciocínio como formas de manter estímulos para o cérebro. Atenção, linguagem, planejamento e resolução de problemas também fazem parte das funções cognitivas, além da memória.

A oncologista Roberta Galvão recomenda conhecer o histórico familiar e os fatores de risco acumulados ao longo da vida. Ter uma predisposição genética não determina que uma pessoa terá câncer, mas pode indicar a necessidade de um acompanhamento diferente, segundo a médica.

Mudanças no cabelo também pedem avaliação antes de procedimentos estéticos. O especialista Vlassios Marangos afirma que a indicação de transplante capilar não depende apenas da idade: é preciso entender a causa da queda, seu padrão de progressão e as características de cada paciente.

O que muda para o leitor

Depois dos 50 anos, alterações urinárias, sexuais, cognitivas ou de força devem entrar na conversa com profissionais de saúde. De acordo com os especialistas, o acompanhamento busca identificar mudanças que ainda não provocam sintomas e definir cuidados compatíveis com o histórico e as necessidades de cada homem.

Com informações de opovo.com.br.

Foto de capa: Rudolph.A.furtado/Wikimedia Commons (Public domain)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.