Sete cuidados com a saúde dos homens após os 50 anos
Especialistas apontam atenção à força muscular, próstata, sexualidade, cognição e acompanhamento médico.
Após os 50 anos, homens podem precisar ampliar o acompanhamento de saúde mesmo sem sintomas ou mudanças marcantes na rotina. Além de pressão arterial, glicemia e colesterol, especialistas ouvidos pelo O Povo citam força muscular, saúde urológica, sexualidade, cognição e fatores de risco para câncer entre os pontos que merecem atenção.
A avaliação deve levar em conta as características de cada pessoa, como histórico familiar, hábitos, sintomas e condições já existentes. O objetivo, segundo os especialistas, é preservar autonomia e capacidade funcional ao longo dos anos, sem tratar o envelhecimento como uma lista de doenças.
Força, mobilidade e acompanhamento
A perda gradual de massa e força muscular pode afetar o equilíbrio, a mobilidade e a realização de tarefas cotidianas. O ortopedista Fernando Jorge afirma que exercícios de força podem ajudar a preservar a capacidade funcional, desde que sejam compatíveis com o condicionamento e as limitações individuais.

A atividade física, porém, não substitui consultas e exames. O urologista Lucas Takikawa alerta que uma pessoa fisicamente ativa ainda pode ter hipertensão, alterações metabólicas, problemas prostáticos ou outras condições silenciosas.
Sinais urinários e saúde sexual
A saúde da próstata deve ser discutida com o médico de forma individualizada, considerando idade, histórico familiar, fatores de risco e sintomas, informou Takikawa. Dificuldades urinárias não devem ser atribuídas automaticamente à idade.
Entre os sinais que merecem avaliação estão:
- jato urinário mais fraco;
- urgência para urinar;
- necessidade de levantar várias vezes à noite;
- sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
Alterações persistentes na ereção também precisam ser investigadas. Segundo o urologista, hipertensão, diabetes, colesterol elevado e aterosclerose podem comprometer os vasos sanguíneos e afetar a função erétil.
Cérebro, riscos e queda de cabelo
A gerontóloga e pesquisadora da USP Thais Bento Lima da Silva cita leitura, aprendizado de novas habilidades, uso de tecnologias, relações sociais, atividades culturais e tarefas de raciocínio como formas de manter estímulos para o cérebro. Atenção, linguagem, planejamento e resolução de problemas também fazem parte das funções cognitivas, além da memória.
A oncologista Roberta Galvão recomenda conhecer o histórico familiar e os fatores de risco acumulados ao longo da vida. Ter uma predisposição genética não determina que uma pessoa terá câncer, mas pode indicar a necessidade de um acompanhamento diferente, segundo a médica.
Mudanças no cabelo também pedem avaliação antes de procedimentos estéticos. O especialista Vlassios Marangos afirma que a indicação de transplante capilar não depende apenas da idade: é preciso entender a causa da queda, seu padrão de progressão e as características de cada paciente.
O que muda para o leitor
Depois dos 50 anos, alterações urinárias, sexuais, cognitivas ou de força devem entrar na conversa com profissionais de saúde. De acordo com os especialistas, o acompanhamento busca identificar mudanças que ainda não provocam sintomas e definir cuidados compatíveis com o histórico e as necessidades de cada homem.
Com informações de opovo.com.br.
Foto de capa: Rudolph.A.furtado/Wikimedia Commons (Public domain)
