Sete hábitos que podem ajudar a reduzir o risco de declínio cognitivo
Sono, exercício, alimentação e controle da pressão estão entre os cuidados associados à saúde do cérebro.
Uma reportagem do UOL publicada em 24 de setembro reúne sete hábitos que podem contribuir para a saúde do cérebro e reduzir ou adiar o risco de declínio cognitivo ligado ao envelhecimento. A idade continua sendo o principal fator de risco para demências, mas parte dos casos está relacionada a condições que podem ser modificadas ao longo da vida.
Não há uma medida capaz de assegurar que uma pessoa não terá Alzheimer. Segundo a reportagem, genética, idade e outros fatores também interferem no risco, mas hábitos ligados ao corpo, ao sono, à vida social e à aprendizagem fazem parte dos cuidados possíveis.
Hábitos associados à saúde cerebral
As medidas citadas envolvem manter estímulos variados para o cérebro e cuidar da saúde geral. Aprender um idioma, tocar um instrumento ou fazer atividades artísticas, por exemplo, pode ajudar a ampliar a reserva cognitiva, capacidade relacionada a lidar melhor com mudanças cerebrais do envelhecimento.
Entre os hábitos apontados estão:
- Fazer atividade física regularmente.
- Manter uma rotina de sono e buscar noites de qualidade.
- Aprender habilidades ou atividades novas.
- Cultivar vínculos com amigos, familiares e grupos da comunidade.
- Ter uma alimentação equilibrada.
- Controlar pressão alta, colesterol elevado e diabetes.
- Evitar o consumo excessivo de álcool.
Sono, convivência e exercícios
Dormir mal está associado ao acúmulo de proteínas beta-amiloides, relacionadas ao Alzheimer, de acordo com pesquisas mencionadas pelo UOL. O sono também participa da reorganização do cérebro e da eliminação de resíduos que podem prejudicar seu funcionamento ao longo do tempo.
A reportagem cita estudos da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, que associaram relações sociais positivas a uma melhor preservação da memória com o envelhecimento. Já o isolamento e a solidão aparecem ligados a maior risco de depressão, doenças cardiovasculares e demência.
Exercícios como caminhada, musculação e ciclismo beneficiam a circulação, o coração e o metabolismo, além de estarem associados a menor risco de deterioração cognitiva. Um estudo publicado na revista Neurobiology of Learning and Memory também indicou que a corrida pode proteger a memória dos efeitos do estresse crônico no hipocampo, área cerebral ligada à memória e à aprendizagem.
Alimentação e condições cardiovasculares
O cérebro precisa de circulação adequada para receber oxigênio e nutrientes. Por isso, tratar condições como hipertensão, colesterol alto e diabetes também ajuda a preservar os vasos sanguíneos cerebrais, segundo a reportagem.
Padrões alimentares como as dietas mediterrânea e MIND são associados, em estudos observacionais, a menor risco de declínio cognitivo e Alzheimer. Eles priorizam vegetais, frutas, grãos integrais, oleaginosas, azeite, aves e peixes, enquanto reduzem alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas, doces e gorduras saturadas.
O que muda para o leitor
Os cuidados citados não eliminam o risco de Alzheimer, mas reúnem fatores que podem ser trabalhados no cotidiano. A reportagem destaca que preservar a saúde cerebral envolve combinar atividade física, sono, alimentação, convívio social, aprendizado e acompanhamento de condições cardiovasculares.
Com informações de UOL.
Foto de capa: Gauthier DELECROIX – 郭天 from Qingdao, China/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
