Estilo de vida

Cortar 80 minutos de sono por noite foi associado a ganho de peso em estudo

Análise com 95 adultos relacionou a redução do descanso a mais sedentarismo e aumento da cintura em seis semanas.

Dormir cerca de 80 minutos a menos por noite foi associado a ganho médio de 450 gramas em um estudo publicado em julho na revista Annals of Internal Medicine. A análise reuniu 95 adultos que costumavam dormir ao menos sete horas e apresentavam risco cardiometabólico elevado.

Os participantes foram acompanhados em dois períodos de seis semanas: em um, mantiveram sua rotina de sono; no outro, encurtaram o tempo destinado a dormir em pouco mais de uma hora. Além da mudança no peso, a restrição foi ligada ao aumento médio de 0,5 centímetro na cintura e a 17 minutos diários a mais de comportamento sedentário.

O que o estudo observou

Os dados vêm de dois ensaios clínicos randomizados, realizados em ambiente controlado. Por isso, o endocrinologista Gustavo Daher, do Einstein Hospital Israelita, afirma que o resultado médio de peso não deve ser aplicado automaticamente a toda a população.

InfográficoEfeitos observados em seis semanas

Resultados associados à redução do tempo de sono.

450 gramas
ganho médio de pesodurante a restrição de sono
  • 95 adultosParticipantescom risco cardiometabólico elevado
  • seis semanasDuração de cada período
  • 80 minutosRedução de sonopor noite
  • 0,5 centímetroCinturaaumento médio
  • 17 minutosSedentarismoa mais por dia
Fonte: Annals of Internal MedicineSbotologia
Indicador Resultado durante a restrição de sono
Ganho médio de peso 450 gramas
Circunferência da cintura 0,5 centímetro a mais
Comportamento sedentário 17 minutos a mais por dia

Segundo Daher, noites mais curtas podem reduzir a energia disponível para exercícios e atividades rotineiras. A fadiga também pode prejudicar o desempenho cognitivo e favorecer decisões menos saudáveis no dia a dia.

Hormônios e relógio biológico

O médico explica que o sono participa da organização do ritmo circadiano, mecanismo que ajuda a regular a liberação de hormônios. Quando o descanso é insuficiente, irregular ou de baixa qualidade, esse funcionamento pode ser afetado.

Entre os hormônios citados estão a grelina, ligada ao estímulo da fome, e a leptina, relacionada à saciedade. Alterações no cortisol também podem ocorrer, o que pode desequilibrar os sinais do organismo associados à fome e à saciedade.

Análises anteriores com participantes desses estudos indicaram piora na sensibilidade à insulina entre mulheres submetidas à redução do sono, sobretudo após a menopausa. De acordo com a fonte, mudanças no ritmo circadiano também podem afetar o controle da glicose.

Tempo e regularidade do descanso

A recomendação mencionada por Daher é dormir entre sete e oito horas por noite. Dormir menos de seis horas pode trazer efeitos metabólicos, cognitivos e comportamentais, segundo o endocrinologista.

A fonte aponta que recuperar o sono apenas no fim de semana não elimina completamente o déficit acumulado nos dias úteis. Para a higiene do sono, Daher recomenda evitar cafeína e outros estimulantes perto da hora de deitar, além de reduzir à noite a exposição a celular, computador e televisão, cuja luz pode interferir na produção de melatonina.

O que muda para o leitor

O estudo reforça que o sono integra os hábitos relacionados à prevenção e ao tratamento da obesidade e de problemas metabólicos, ao lado da alimentação e da atividade física. Além da duração, a regularidade dos horários e a qualidade do descanso foram apontadas como fatores relevantes.

Com informações de gq.globo.com.

Foto de capa: Vyacheslav Argenberg/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.