Estilo de vida

Esquecimento frequente: quando a falha de memória pede avaliação médica

Especialista orienta observar repetição, persistência, piora dos lapsos e impacto na autonomia.

Esquecimentos pontuais, como não se lembrar de um nome por alguns instantes ou perder as chaves, não significam necessariamente Alzheimer ou outra demência. O alerta aumenta quando as falhas se repetem, persistem ou pioram e começam a comprometer a autonomia, explicou o neurologista Humberto Barbosa, do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU).

A orientação foi divulgada em 23 de setembro, diante da necessidade de diferenciar lapsos comuns de alterações que exigem investigação médica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 57 milhões de pessoas viviam com demência no mundo em 2021, mas nem toda mudança de memória está ligada a uma síndrome demencial.

Sinais que merecem atenção

De acordo com Barbosa, o padrão das dificuldades no dia a dia ajuda a indicar quando é preciso buscar avaliação especializada. A repetição e o prejuízo para desempenhar atividades que antes eram habituais são mais relevantes do que um episódio isolado de distração.

Entre os sinais citados pelo neurologista estão:

  • Repetir frequentemente as mesmas perguntas ou histórias;
  • Ter dificuldade recorrente em tarefas diárias já conhecidas;
  • Perder a orientação em lugares antes familiares;
  • Apresentar mudanças de comportamento associadas à dificuldade de organização.

Outras causas possíveis

A perda de memória pode ter origens diferentes do Alzheimer, conforme a fonte. Problemas crônicos de sono, deficiências nutricionais, distúrbios metabólicos e o uso de determinados medicamentos também podem afetar o funcionamento cognitivo.

Por isso, a investigação médica é necessária para identificar a causa das alterações e definir o tratamento adequado. A identificação precoce, com apoio de profissionais de saúde, pode ajudar a reduzir prejuízos futuros, segundo o MPHU.

Fatores ligados ao risco de demência

A OMS informa que até 45% do risco de demência está associado a fatores potencialmente modificáveis ao longo da vida. A lista inclui tabagismo, sedentarismo, hipertensão, diabetes, isolamento social e perda auditiva.

Esses fatores não definem, sozinhos, a causa de uma falha de memória. O ponto de atenção indicado pelo especialista é a mudança persistente no funcionamento da pessoa, sobretudo quando ela deixa de conseguir realizar atividades que dominava ou se desorienta em locais conhecidos.

Quando procurar avaliação

A recomendação do neurologista é investigar alterações que se tornam repetitivas, progressivas ou afetam a autonomia. A consulta especializada permite avaliar se os sintomas estão ligados a uma condição neurológica ou a outros problemas de saúde que podem interferir na memória.

Com informações de jornaldafranca.com.br.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.