Capitão Sully relata primeiros sinais após diagnóstico de Alzheimer
Piloto disse ter percebido lapsos de memória, repetição de relatos e dificuldade para recordar nomes.
Chesley Sullenberger, o Capitão Sully, afirmou que está em tratamento para Alzheimer em fase inicial e passou a relatar as mudanças que notou antes do diagnóstico. Em entrevista ao programa Good Morning America, da qual participaram sua mulher, Lorrie, e uma filha, o piloto disse que os sintomas incluíram dificuldade para se lembrar de nomes, fatos recentes e conversas já ocorridas.
Segundo o Terra, Sullenberger tornou público o diagnóstico em julho. Ele recebe infusões mensais para tentar desacelerar o avanço da doença e disse que tem procurado concentrar sua energia no que considera prioritário, lidando com a situação passo a passo.
Mudanças percebidas pelo piloto
Sullenberger relatou que esquecer o nome de pessoas conhecidas foi um dos primeiros fatos a chamar sua atenção. Também percebeu que passou a deixar de recordar episódios que normalmente guardaria na memória e, em algumas conversas, voltava a contar a mesma informação pouco depois.
Lorrie afirmou que sinais iniciais podem ser discretos e, por isso, fáceis de deixar passar. Para a família, a doença trouxe incertezas sobre o futuro e mudanças na organização da rotina.
O que os sintomas podem indicar
O Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, associada principalmente a alterações de memória e de outras capacidades cognitivas. De acordo com o material publicado pelo Terra, outras manifestações podem envolver desorientação, mudanças de comportamento, dificuldade de linguagem e obstáculos para realizar atividades habituais.
Esses sinais, porém, não permitem concluir sozinhos que alguém tenha Alzheimer. Esquecimentos esporádicos não são suficientes para caracterizar a condição, e sintomas semelhantes podem estar ligados a outros problemas de saúde.
Quando buscar avaliação
A investigação médica considera os sintomas, o histórico da pessoa e exames. O relato do piloto reforça a necessidade de observar alterações persistentes que fujam do padrão habitual e passem a prejudicar a vida cotidiana.
Ainda não há cura para o Alzheimer, mas, segundo a fonte, há tratamentos que podem atuar sobre a progressão da doença em alguns pacientes e estágios. Sullenberger e sua família decidiram falar sobre o tema publicamente para combater a ideia de que o diagnóstico represente uma falha pessoal.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Gage Skidmore/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
