Congresso em Feira de Santana discute saúde mental e pressão no trabalho
Evento reuniu profissionais e estudantes para debater também direitos previdenciários ligados ao adoecimento.
Feira de Santana, na Bahia, recebeu na sexta-feira (25) a primeira edição do Congresso Baiano de Direito Previdenciário e Saúde Mental. O encontro reuniu profissionais e estudantes para discutir o adoecimento mental, a pressão no trabalho e seus reflexos na capacidade de trabalhar.
Segundo o organizador, o advogado José Henrique Martins, a percepção de um aumento nos afastamentos relacionados à saúde mental motivou a realização do evento. Em entrevista ao Acorda Cidade, ele disse que sua atuação em Feira de Santana também o levou a identificar dificuldades ligadas ao Direito Previdenciário e à saúde mental.
Programação e público
O congresso ocorreu das 8h às 18h e abordou temas como incapacidade, perícia e fibromialgia. A programação também aproximou discussões de neurociência, comunicação e relações de trabalho.
Dados da programação e da organização do evento em Feira de Santana.
- cerca de 100Público esperadoA organização registrou público maior.
- 8h às 18hHorário do evento
- 15 anosCarreira do organizadorIniciada em Feira de Santana.
A organização esperava cerca de 100 participantes, mas, segundo a reportagem do Acorda Cidade, o público foi maior. Não foi informado o número final de presentes.
Efeitos da pressão no cérebro
Um dos palestrantes, o neurocientista Fernando Lauria, explicou que o estresse faz parte da rotina e pode ser saudável quando há recuperação rápida depois de uma situação de pressão. A dificuldade de voltar à estabilidade, especialmente após um episódio intenso, é o que exige atenção, segundo ele.
Lauria afirmou que a pressão excessiva pode prejudicar o foco e a organização das tarefas. Ele também relacionou esse estado a momentos de paralisação diante de uma atividade.
Sinais observados pelo especialista
Entre os sinais citados por Lauria estão a dificuldade de compreender um texto como antes e a de concluir tarefas. Para lidar com a pressão, ele mencionou práticas como ioga e meditação, além da necessidade de pausas e descanso.
O neurocientista defendeu ainda que a educação socioemocional comece na infância. Segundo ele, esse aprendizado pode ajudar crianças e adolescentes a compreender as próprias emoções.
Com informações de acordacidade.com.br.
Foto de capa: Shaamunensu/Wikimedia Commons (CC0)
