Estilo de vida

Medo de julgamento dificulta busca de ajuda em saúde mental por jovens

Presidente da ABRATA defende espaços de escuta e apoio para adolescentes.

O medo de ser julgado pela família, pelos amigos ou na escola pode levar adolescentes a esconder dificuldades de saúde mental. Em artigo publicado em 26 de setembro, Neila Maria Melo Campos, presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), afirma que criar condições para pedir ajuda não deve ser uma tarefa apenas do jovem.

O texto trata dos obstáculos enfrentados por adolescentes e jovens para falar sobre o que sentem e chegar ao atendimento. Segundo Campos, dizer que eles devem procurar ajuda não basta quando há receio de não serem compreendidos ou levados a sério.

O que mostram os dados

O artigo reúne dados sobre adolescentes de 10 a 19 anos. Nessa fase, mudanças físicas, emocionais e sociais ocorrem enquanto eles constroem relações, autonomia e planos para o futuro.

InfográficoSaúde mental na adolescência

Dados reunidos no artigo de Neila Maria Melo Campos

quase um em cada seis
Jovens no BrasilApresenta algum transtorno mental
  • um em cada seteNo mundoAdolescentes com algum transtorno mental
  • quase um em cada seisNo BrasilJovens com algum transtorno mental
  • menos de um terçoBusca tratamentoEntre pessoas com dificuldades de saúde mental
Fonte: Neila Maria Melo Campos, presidente da ABRATASbotologia
Local Adolescentes com algum transtorno mental
Mundo Um em cada sete
Brasil Quase um em cada seis

Campos também cita estudos segundo os quais menos de um terço das pessoas que enfrentam dificuldades de saúde mental busca tratamento. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa faixa etária, de acordo com o artigo.

Escuta em diferentes espaços

A Organização Mundial da Saúde recomenda que ações de promoção e prevenção em saúde mental alcancem escolas, comunidades, serviços de saúde e assistência social, além dos ambientes digitais. Para Campos, o jovem precisa encontrar espaços onde possa falar com segurança e ser ouvido sem julgamentos.

Familiares e outras pessoas próximas também podem perceber mudanças de comportamento e ajudar no acesso ao atendimento. Isso não significa que toda mudança indique um transtorno: segundo o artigo, uma avaliação profissional considera a duração e a intensidade dos sintomas e o quanto eles afetam estudos, relações e outras atividades.

Quando o cuidado é necessário

Se a avaliação apontar necessidade de apoio ou tratamento, o tempo sem atendimento merece atenção. Campos cita estudos que associam a permanência de sintomas depressivos sem tratamento ao agravamento da saúde mental.

Com informações de portalolavodutra.com.br.

Foto de capa: Yann Forget/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.