Consumo de café cresce 4,65% no Brasil entre maio e agosto
Levantamento da ABIC relaciona a alta à queda dos preços no varejo e ao inverno mais frio.
O consumo de café no varejo brasileiro cresceu 4,65% entre maio e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A entidade atribui a recuperação à redução dos preços ao consumidor em todas as categorias pesquisadas e ao clima frio do inverno, que favoreceu as vendas em casa e nas cafeterias.
No acumulado de janeiro a agosto, foram comercializadas 13,689 milhões de sacas, alta de 2,29% em relação aos oito primeiros meses de 2025. Entre maio e agosto, indústria e varejo movimentaram cerca de 7 milhões de sacas; no primeiro quadrimestre, o consumo já havia avançado 2,44%, informou a ABIC.
Preços caíram em oito categorias
A maior redução no preço médio por quilo ocorreu no café Tradicional/Extraforte. O produto passou de R$ 62,83 em agosto de 2025 para R$ 49,50 em agosto de 2026, uma queda de 21,22%.
Valores médios por quilo em agosto, segundo a ABIC.
- Tradicional/Extrafortequeda de 21,22%R$ 62,83/kgR$ 49,50/kg
- Solúvelqueda de 19,31%R$ 252,36/kgR$ 203,64/kg
- Superiorqueda de 14,37%R$ 78,17/kgR$ 66,94/kg
- Gourmetqueda de 13,18%R$ 117,92/kgR$ 102,38/kg
O café solúvel teve o segundo maior recuo, de 19,31%, seguido pelas versões Superior e Gourmet. A ABIC informou que todas as oito categorias avaliadas tiveram redução anual no preço médio por quilo nas maiores redes de supermercados.
| Categoria | Agosto de 2025 | Agosto de 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Tradicional/Extraforte | R$ 62,83/kg | R$ 49,50/kg | -21,22% |
| Solúvel | R$ 252,36/kg | R$ 203,64/kg | -19,31% |
| Superior | R$ 78,17/kg | R$ 66,94/kg | -14,37% |
| Gourmet | R$ 117,92/kg | R$ 102,38/kg | -13,18% |
| Especial | R$ 145,17/kg | R$ 130,16/kg | -10,34% |
| Descafeinado | R$ 126,17/kg | R$ 120,04/kg | -4,86% |
| Drip Coffee | R$ 242,99/kg | R$ 234,78/kg | -3,38% |
| Cápsulas | R$ 413,73/kg | R$ 407,96/kg | -1,39% |
Vendas tiveram pico em julho
Na passagem de junho para julho, o consumo avançou 5,80%, o maior resultado mensal do ano, de acordo com a associação. Já entre julho e agosto, as vendas recuaram 3,77%, em um movimento que a entidade classificou como sazonal.
Na comparação de cada mês com o mesmo mês de 2025, julho registrou alta de 13,94% no volume consumido. Junho cresceu 3,48%, maio avançou 1,10% e agosto teve elevação de 0,61%.
O que explica a redução dos preços
Segundo a ABIC, o abastecimento de grãos arábica e canéfora para a indústria passou, no fim de maio, de um cenário de “oferta seletiva” para um nível de normalidade. Esse aumento no fornecimento de matéria-prima ajudou a reduzir os preços repassados ao varejo.
A associação avalia que as cotações entre julho e agosto apontam acomodação e estabilização no mercado, depois das oscilações registradas em 2025. Os associados da ABIC reúnem 86% de participação no mercado, e a entidade afirma que a indústria nacional atende integralmente à demanda interna por café torrado e moído.
Com informações de timesbrasil.com.br.
Foto de capa: Melsj/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
