Masturbação pode aliviar sintomas da menopausa, mas não substitui tratamento
Estudo com mulheres de 40 a 65 anos apontou relatos de melhora no sono, humor e ressecamento vaginal.
A masturbação pode contribuir para aliviar alguns sintomas da perimenopausa e da menopausa, como alterações de humor, dificuldade para dormir e ressecamento vaginal, segundo a ginecologista e obstetra Monique Novacek. A prática, porém, não substitui avaliação médica quando há dor, ardência, sangramento ou ressecamento persistente.
Um estudo publicado em 2026 na revista Menopause, da Menopause Society, ouviu 1.178 mulheres de 40 a 65 anos. Pelo menos uma em cada cinco participantes na perimenopausa ou menopausa relatou melhora em sintomas ligados ao sono, ao humor e ao ressecamento vaginal, de acordo com a médica.
O que pode explicar os efeitos
Segundo Novacek, a excitação sexual aumenta o fluxo sanguíneo na região pélvica e genital, o que pode favorecer a lubrificação e a sensibilidade. Isso pode ter utilidade em uma fase em que a redução do estrogênio deixa os tecidos da vulva e da vagina mais finos e o desconforto nas relações pode se tornar mais frequente.
O orgasmo pode intensificar essas respostas. A especialista afirma que ele provoca contrações da musculatura do assoalho pélvico e está associado à liberação de substâncias ligadas ao prazer, relaxamento e bem-estar, o que pode facilitar o sono e reduzir a percepção de estresse.
Dados do estudo
| Dado | Informação |
|---|---|
| Participantes | 1.178 mulheres |
| Faixa etária | 40 a 65 anos |
| Publicação | 2026 |
| Relatos de melhora | Pelo menos uma em cada cinco |
Pesquisa reuniu relatos de mulheres na perimenopausa e menopausa.
- 1.178Participantesmulheres ouvidas
- 40 a 65 anosFaixa etáriaidade das participantes
- 2026Publicaçãorevista Menopause
- Uma em cada cincoMelhora relatadaao menos entre participantes
Autoconhecimento e cuidados
A masturbação também pode ajudar a mulher a reconhecer quais estímulos trazem prazer ou desconforto durante a menopausa, segundo a ginecologista. As preferências podem mudar ao longo da vida, e algumas mulheres podem precisar de mais tempo ou de estímulos diferentes para chegar ao orgasmo.
Não existe uma frequência indicada para a prática. Os estímulos podem variar entre toque suave, toque mais intenso ou uso de vibradores, conforme a preferência e a resposta de cada corpo.
Quando procurar atendimento
Em casos de ressecamento, lubrificantes podem reduzir o atrito e o desconforto. A especialista orienta escolher produtos próprios para uso íntimo e evitar itens com fragrâncias ou componentes que provoquem ardência na região genital.
A avaliação com ginecologista é indicada diante de sinais persistentes, como:
- dor;
- ardência;
- sangramento;
- ressecamento vaginal persistente.
Novacek ressalta que ainda são necessárias mais pesquisas para compreender a relação entre masturbação e sintomas da menopausa.
Com informações de revistamarieclaire.globo.com.
