Maria Cândida cobra mais visibilidade para a menopausa em debate em São Paulo
Jornalista e psicóloga discutiram o acesso a tratamento, o envelhecimento e a necessidade de acompanhamento médico.
A jornalista Maria Cândida e a psicóloga organizacional Gislaine Righi participaram de um debate sobre menopausa no Fórum e Festival Longevidade, em São Paulo. A conversa tratou da dificuldade de falar sobre o envelhecimento e do acesso das mulheres a cuidados de saúde nessa fase da vida.
Segundo o VIVA, cerca de 30 milhões de mulheres estão no climatério no Brasil, e 28 milhões delas não têm acesso a programas de terapia de reposição hormonal. No encontro, Maria Cândida defendeu que o tema ganhe espaço nas decisões sobre políticas públicas.
Acesso e representação
Maria Cândida afirmou que a presença de mais mulheres em posições de poder pode ajudar a dar visibilidade às necessidades de quem passa pela menopausa. Ela citou as decisões municipais sobre a compra de medicamentos de reposição hormonal como exemplo de questão que depende da atuação de representantes políticos.
Dados e evento mencionados no debate em São Paulo
- 30 milhõesMulheres no climatérioNo Brasil
- 28 milhõesSem acesso a programasDe terapia de reposição hormonal
- 20ª ediçãoCongresso Mundial da MenopausaNo Rio de Janeiro
A jornalista concluiu recentemente uma pós-graduação em Gerontologia e desenvolve o projeto documental Menopausa sem Fronteiras. A série investiga aspectos físicos, emocionais, sociais e culturais da menopausa em diferentes países, de acordo com o VIVA.
As mudanças no corpo
Gislaine Righi, da Menopause-se, falou sobre a dificuldade de algumas mulheres em reconhecer as mudanças no próprio corpo. A psicóloga mencionou dores musculares, falta de foco e depressão entre as questões discutidas durante a conversa, sem apresentar uma orientação única de tratamento.
As duas participantes também abordaram a resistência em aceitar o envelhecimento diante de padrões sociais ligados à beleza e à fertilidade. Para Maria Cândida, falar abertamente sobre a menopausa ajuda a enfrentar a invisibilidade do assunto.
Acompanhamento e próximo encontro
Gislaine recomendou que mulheres nessa fase tenham acompanhamento de um médico que conheça seu histórico de saúde. Segundo ela, esse conhecimento ajuda o profissional a avaliar o tratamento e o momento adequado para indicá-lo.
O Rio de Janeiro receberá a 20ª edição do Congresso Mundial da Menopausa, de 30 de setembro a 3 de outubro. De acordo com as participantes, a dor crônica na meia-idade estará entre os temas do encontro.
Com informações de viva.com.br.
Foto de capa: TEDx Iguatemi/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
