Mineira viraliza ao ouvir a própria voz após implante coclear
Ryany Soares, de 18 anos, teve a ativação do dispositivo cinco dias depois da cirurgia, em Governador Valadares.
Ryany Soares, de 18 anos, viralizou nas redes sociais ao ouvir a própria voz pela primeira vez após a ativação de um implante coclear. Moradora de São José do Goiabal, no Leste de Minas, ela passou pelo procedimento em Governador Valadares e registrou a reação em vídeo.
A jovem teve a perda auditiva identificada pela família quando tinha 3 anos. Segundo Ryany, o quadro, inicialmente severo, evoluiu para profundo; antes da cirurgia, ela usou aparelho auditivo, mas o dispositivo deixou de oferecer resultado suficiente.
Reação ganhou repercussão
A ativação do implante ocorreu, segundo Ryany, cinco dias após a cirurgia. No vídeo, ela demonstra surpresa ao escutar a própria fala e pergunta se aquele som era realmente sua voz.
A publicação somava 2,1 milhões de visualizações na quinta-feira (24), além de milhares de compartilhamentos, de acordo com o g1. Ryany tinha 50,5 mil seguidores na rede social quando a reportagem foi publicada.
Como funciona o implante coclear
O otorrinolaringologista Emerson Monteiro, responsável pelo procedimento, explicou que o implante coclear é um equipamento eletrônico inserido por cirurgia. O dispositivo capta os sons do ambiente e transmite estímulos para o interior do ouvido, permitindo que eles cheguem ao cérebro.
Dados citados na reportagem sobre a estudante e o tratamento.
- 18 anosIdade atual
- 3 anosPerda identificada
- cinco diasApós a cirurgiaaté a ativação
- três mesesTeste do aparelhomínimo informado pelo médico
- 2,1 milhõesVisualizaçõesna quinta-feira (24)
Segundo o médico, o implante pode ser indicado para pessoas com perda auditiva profunda quando o aparelho convencional não traz benefício suficiente. Ele afirmou que, antes da cirurgia, é necessário testar um aparelho auditivo por pelo menos três meses.
No caso de Ryany, o médico relatou que ela conseguia falar, mas não ouvia a própria voz. Assim, a ativação também permitiu que ela conhecesse o som daquilo que dizia.
Impacto nos estudos e na rotina
Ryany, que trabalha como maquiadora e cursa o segundo período de Biomedicina em Ipatinga, contou que a perda auditiva afetou sua presença nas aulas. Em publicação nas redes sociais, ela informou que havia interrompido as atividades presenciais nos últimos tempos.
Ela também relatou dificuldades na infância e na adolescência, incluindo preconceito, bullying e exclusão na escola. Segundo a jovem, o apoio da família foi decisivo durante esse período.
Após a ativação do implante, Ryany disse estar animada para voltar presencialmente à faculdade. A fisioterapeuta Torellyanny Bianca Oliveira, prima da estudante, acompanhou parte da trajetória e comemorou o resultado.
Com informações de g1.
Foto de capa: Adilson Fagundes/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
