Sítio arqueológico no interior gaúcho preserva memória jesuíta e guarani
Ruínas de arenito, esculturas e um museu local mantêm viva a história das antigas reduções no Sul do país.
Um sítio arqueológico no interior do Rio Grande do Sul preserva ruínas de pedra erguidas no período das reduções conduzidas pela Companhia de Jesus em terras habitadas por comunidades guaranis. Segundo o Terra, o conjunto reúne remanescentes de uma antiga igreja matriz, esculturas sacras e um museu dedicado à produção missioneira.
A ocupação foi desenvolvida entre os séculos XVII e XVIII, com estruturas feitas de grandes blocos de arenito. O local foi reconhecido internacionalmente em 1983, por seu valor histórico e por integrar um patrimônio territorial compartilhado entre Brasil e Argentina, de acordo com a publicação.
Arquitetura e trabalho indígena
As construções resultaram do encontro entre técnicas europeias e o trabalho artístico indígena, segundo o Terra. A organização das comunidades incluía agricultura, pecuária e atividades manuais, que contribuíam para a autonomia econômica dos povoados.
Entre os vestígios preservados estão arcos e colunas da fachada da antiga igreja matriz. O museu local guarda esculturas sacras produzidas em madeira e pedra por indígenas, conforme a reportagem.
Visitação e preservação
O parque arqueológico permite percorrer as paredes remanescentes e observar a dimensão da antiga igreja que dominava a paisagem missioneira. Ao entardecer, apresentações com luzes e sons narram a trajetória do povo guarani nas ruínas.

A conservação das estruturas exige acompanhamento de arqueologia e engenharia para conter a ação do tempo nas alvenarias. Especialistas monitoram as paredes históricas e trabalham para estabilizá-las sem modificar suas características originais, informou o Terra.
Marcos do conjunto missioneiro
A trajetória do sítio reúne fases apontadas pela publicação:
Fases históricas citadas na reportagem
- Séculos XVII e XVIIIConstruçõesestruturas de arenito
- Período missioneiroOficinas missioneirasinstrumentos e peças sacras
- 1983Reconhecimentovalor histórico internacional
- Séculos XVII e XVIII: construção das estruturas de arenito.
- Período missioneiro: funcionamento de oficinas de instrumentos e peças sacras.
- 1983: reconhecimento internacional do conjunto arquitetônico.
A reportagem afirma que a preservação também depende da conscientização da comunidade e de práticas de turismo responsável no entorno do monumento.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Rione Colonna/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
