Anthropic e OpenEvidence lançam ferramenta médica de IA em cerca de 100 países
Plataforma gratuita para profissionais de saúde busca ampliar o acesso a informações clínicas baseadas em evidências.
A Anthropic e a plataforma de conhecimento médico OpenEvidence anunciaram uma parceria para oferecer ferramentas de diagnóstico baseadas em inteligência artificial a profissionais de saúde em cerca de 100 países de baixa e média renda. A iniciativa inclui locais como Angola, Uganda, Sudão, Haiti e Mongólia, segundo lista fornecida pela OpenEvidence.
A versão especializada será gratuita para profissionais desses países e pretende reduzir barreiras de acesso à literatura médica, a especialistas e à formação continuada. A tecnologia da Anthropic dará suporte ao sistema, enquanto a OpenEvidence será responsável por adaptá-lo às condições de cada região, informaram as empresas.
Como funciona a plataforma
A OpenEvidence responde a perguntas de médicos com base em pesquisas científicas revisadas por pares e diretrizes de tratamento. Nos Estados Unidos e no Canadá, a plataforma já é gratuita para profissionais de saúde.
Dados divulgados pela OpenEvidence sobre a plataforma e a nova parceria.
- cerca de 100Países atendidosbaixa e média renda
- 42 milhõesConsultas em agostomédicos dos EUA
- 24 horas por diaEletricidade nas unidadesnem sempre disponível
- 2026Uso nos EUAprevisão citada por Nadler
Segundo Daniel Nadler, fundador da empresa, médicos americanos consultaram a plataforma 42 milhões de vezes em agosto. Ele também afirmou que, em 2026, várias centenas de milhões de pessoas nos Estados Unidos terão sido atendidas por médicos que usaram a ferramenta para orientar tratamentos.
Adaptação às condições locais
As empresas disseram que o serviço será ajustado às diferenças de infraestrutura, disponibilidade de exames e tratamentos, além dos padrões de doenças de cada região. No início deste ano, a OpenEvidence informou que trabalhava com organizações de saúde de Ruanda e Botsuana nessa adaptação.
Nadler afirmou que a plataforma pode ser acessada por smartphones, inclusive em unidades de saúde sem eletricidade disponível durante todo o dia. Para ele, isso permite levar informações médicas de qualidade a locais onde esse conhecimento antes ficava restrito a instituições mais estruturadas.
Limites e debate sobre IA na saúde
Sistemas de saúde de vários países avaliam se a IA generativa pode ajudar diante da falta de médicos e especialistas. Defensores da tecnologia sustentam que ela pode acelerar a busca em grandes volumes de informação médica.
Críticos, porém, alertam que sistemas treinados sobretudo com dados de países de alta renda podem não refletir as condições locais de atendimento. Ahmed Bendary, cardiologista da Universidade de Benha, no Egito, disse que ampliar o acesso a ferramentas baseadas em evidências pode ser especialmente relevante onde assinaturas institucionais de revistas médicas são limitadas.
O que muda para profissionais de saúde
A iniciativa disponibiliza gratuitamente uma versão da OpenEvidence em dezenas de países de baixa e média renda. Os termos financeiros da parceria entre Anthropic e OpenEvidence não foram divulgados.
Com informações de infomoney.com.br.
