Colombiana realiza cerimônia simbólica de casamento com linha de ônibus em Bogotá
Yeline Lizbeth Patiño diz manter há quase duas décadas uma relação afetiva com ônibus articulados da linha 60 do TransMilenio.
A enfermeira e cantora colombiana Yeline Lizbeth Patiño, de 35 anos, realizou em 2024 uma cerimônia simbólica de casamento com os ônibus articulados da linha 60 do TransMilenio, em Bogotá. A celebração teve vestido, buquê, bolo, anel de pérolas e convidados próximos, segundo relato divulgado pela própria Yeline.
O caso voltou a circular após ela detalhar sua relação com os veículos. Yeline afirma que seu vínculo não é com um ônibus específico, mas com os articulados que circulam nas rotas A60/F60, identificados pela operação da linha 60.
Relação começou na infância
De acordo com Yeline, o interesse por ônibus começou aos 10 anos, quando se apegou a um veículo da empresa Trans Sandoná que fazia o percurso entre San Pablo e Pasto. Ela contou que escrevia cartas para o ônibus e se entristecia quando não conseguia vê-lo.
Datas e fases relatadas pela colombiana.
- 10 anosPrimeiro apegoônibus da Trans Sandoná
- 15 anosConhece TransMileniopela televisão
- 2022Viagem a Bogotáprocurou a linha 60
- 2024Cerimôniacasamento simbólico
Aos 15 anos, ela conheceu pela televisão os ônibus vermelhos do TransMilenio. Em uma viagem a Bogotá, em 2022, procurou a linha 60 assim que chegou à cidade e, no ano seguinte, mudou-se para a capital colombiana.
Para ficar mais perto dos veículos, Yeline passou a trabalhar à noite na limpeza dos ônibus. Ela também tatuou no tronco a frente de um articulado e uma representação da Catedral de Bogotá, como forma de marcar o primeiro aniversário da cerimônia.
O que é mecanofilia
Yeline classifica sua relação como mecanofilia, termo usado para descrever atração afetiva ou sexual por máquinas e objetos mecânicos. No relato dela, a afeição está associada aos ônibus articulados quando estão em operação na linha 60 e exibem essa identificação no painel.
Ela afirma que os veículos têm uma identidade própria conforme percorrem determinada rota. A colombiana também descreve os ônibus da linha como parte central de sua vida.
Preocupação com a linha 60
A divulgação da história também está ligada ao receio de que a linha 60 seja retirada de circulação com mudanças associadas à implantação do metrô de Bogotá. Yeline disse ter ouvido que a rota poderia acabar em menos de dois anos, mas não há confirmação apresentada no material sobre essa possível eliminação.
Segundo ela, a intenção é buscar apoio para preservar em circulação ao menos um ônibus articulado identificado com o número 60. A cerimônia e a tatuagem foram, para Yeline, formas de tornar pública essa ligação com a linha.
Com informações de diariodopara.com.br.
Foto de capa: Felipe Restrepo Acosta/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
