Estilo de vida

Pesquisa aponta sintomas de depressão em 50,2% dos jornalistas ouvidos

Levantamento da Fundacentro e da Fenaj também identificou estresse, ansiedade, insônia e relatos de assédio moral na categoria.

Uma pesquisa da Fundacentro em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) identificou sintomas de depressão em 50,2% dos 257 jornalistas brasileiros que responderam ao questionário on-line. O levantamento foi divulgado em 22 de setembro e apresentado ao Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, em Brasília.

O estudo também apontou sintomas de estresse em 47,8% dos participantes, ansiedade em 35,8% e insônia em 47,9%. Segundo as autoras do relatório técnico, Bruna Ballarotti e Elaine Marqueze, os níveis severos e extremamente severos relatados na pesquisa indicam sofrimento psíquico expressivo.

Sintomas relatados na pesquisa

Os transtornos mentais foram avaliados pela escala DASS-21, voltada a depressão, ansiedade e estresse. Para os sintomas de insônia, os pesquisadores usaram sete perguntas do questionário de sono de Karolinska.

InfográficoSinais relatados por jornalistas

Resultados da pesquisa com 257 participantes.

50,2%
Depressãodos participantes
  • 50,2%Depressãosintomas relatados
  • 47,9%Insôniasintomas relatados
  • 47,8%Estressesintomas relatados
  • 35,8%Ansiedadesintomas relatados
  • 37,0%Assédio moralpelo critério de Leymann
  • 30,4%Cyberbullyingna escala aplicada
Fonte: Fundacentro e FenajSbotologia
Sintoma Proporção de jornalistas
Depressão 50,2%
Insônia 47,9%
Estresse 47,8%
Ansiedade 35,8%

A pesquisa também encontrou uso de álcool considerado de risco, nocivo ou de dependência em 21,5% da amostra, a partir do questionário AUDIT. Os resultados se referem aos profissionais que participaram do levantamento e não representam, necessariamente, todos os jornalistas do país, pois a amostragem foi feita por conveniência e bola de neve.

Assédio e ambiente de trabalho

A prevalência de assédio moral variou conforme o critério aplicado. Pelo parâmetro de Leymann, que considera comportamento negativo diário ou semanal durante seis meses, o índice foi de 37,0%; pelo critério de Mikkelsen & Einarsen, chegou a 26,1%.

O cyberbullying foi identificado em 30,4% dos participantes por meio da Escala de Avaliação do Cyberbullying, com 15 questões. Já 28% estavam em situação de alto desgaste, definida por alta demanda e baixo controle no trabalho, e 61,1% perceberam baixo apoio social no ambiente profissional.

Capacidade para o trabalho

Segundo o Índice de Capacidade para o Trabalho, 51,8% dos jornalistas tiveram capacidade considerada moderada e 33,1%, baixa. A Escala de Satisfação no Trabalho apontou média de 70,4 pontos, em uma faixa que vai de 22 a 132 pontos.

Para Norian Segatto, secretário adjunto da Secretaria de Saúde e Segurança da Fenaj, os dados revelam condições preocupantes para a saúde mental da categoria. Ele defendeu diálogo e negociação com setores patronais e Legislativo para criar medidas de proteção e tornar os ambientes de trabalho menos insalubres.

Com informações de gov.br.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Otologia.